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Mesa: Onde nos cabe na riqueza que produzimos? Tema: Economia, trabalho e impasses ético-psicológicos

julho 24-14:00 - 16:00

Livre

 

Mulheres negras têm produzido riqueza nos mais diferentes regimes de trabalho: escravo, livre, formal, informal, legal e ilegal. Estamos até mesmo bem acostumadAs com a presença entre nós dessas figuras atualmente chamadas de empreendedoras, que garantem sobrevivência e sustento para famílias e coletividades. No entanto, essas mesmas mulheres não figuraram, nem figuram como sujeitos prioritários no acesso aos ganhos gerados a partir de seus esforços. Cenários de desvantagem social em diferentes localidades do continente americano demonstram como a articulação entre racismo e machismo torna as mulheres negras sujeitos naturais da pobreza e da miséria. Nossa vulnerabilidade parece ser condição obrigatória do jogo… Isso, queiramos ou não, atualiza o nosso difícil desafio de encontrar saídas que superem a ilusão de que o que nos falta é a simples participação na economia, no capitalismo, ou mesmo o direito ao mercado de trabalho. Ainda mais quando a própria legitimidade da ideia de direito é atacada. Na mesa “Onde cabemos na riqueza que produzimos?”, teremos oportunidade de construir juntAs uma reflexão sobre colonialidade, economia, trabalho e impasses ético-psicológicos vivenciados pela comunidade negra em seus confrontos e lutas pela reintegração de posse do que nosso em termos bens, serviços e vida digna! Chama todo mundo, porque o mundo também é nosso!

DebatedorAs:

Clarice Val

 (Terapeuta holística – Salvador/Brasil)

Clarice Val é filha de caboclos, mãe de Uma, terapeuta holística, yoginí e professora de Yoga, consteladora akáshica, guardiã do útero e da terra (Munay-Ki), leitora de registros akáshicos e graduada em Comunicação-Jornalismo pela UFBA. Morou na Argentina por quase 15 anos e lá teve a oportunidade de aprofundar seu percurso como terapeuta holística, estudando e aplicando distintas técnicas e formando-se como consultora psicológica, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais. Também na Argentina começou um mestrado em Estudos Interdisciplinares da Subjetividade na UBA (Universidad de Buenos Aires), buscando compreender as interseções entre a psicanálise, a filosofia, a sociologia e a antropologia, para integrar esses saberes em sua abordagem terapêutica.

Ochy Curiel

Feminista negra decolonial –  República Dominicana/Colômbia

Ochy Curiel nasceu na República Dominicana. Depois de viver no México, Brasil e Argentina, atualmente vive na Colômbia. É doutora e mestra em Antropologia Social pela Universidade Nacional da Colômbia. Especialista em Educação Superior com ênfase em Ciências Sociais pela Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD), Santiago, República Dominicana; bacharela em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica Madre e Maestra (PUCMM), de Santiago, República Dominicana. É professora-pesquisadora na Universidade Nacional e na Universidade Javeriana em Bogotá, na Colômbia, e também consultora independente. É ativista do movimento feminista-lésbico, antirracista, do feminismo autônomo e do feminismo decolonial e também cantora e compositora. É membra do Grupo Latinoamericano de Estudios, Formación y Acción Feminista (GLEFAS), de La Tremenda Revoltosa – batucada feminista e do Colectivo Globale Bogotá – festival de documentários críticos. Tem várias publicações em que articula reflexões sobre raça, sexo, classe, sexualidade e geopolítica, com destaque para o seu livro La Nación Heterosexual: Análisis del discurso jurídico y el régimen heterosexual desde la antropología de la dominación.( A Nação Heterossexual: análise do discurso jurídico e o regime heterossexual da antropologia da dominação). Obteve várias bolsas de estudo e foi reconhecida por sua excelência no ensino pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nacional da Colômbia em 2016.

Thiago Vinicius

Agência Popular Solano Trindade – São Paulo/Brasil 

Thiago Vinícius, 30 anos: produtor cultural, do Campo Limpo periferia da Zona Sul de São Paulo. Empreendedor Social, liderança comunitária, tem em seu portfólio as principais tecnologias sociais que envolvem geração de renda, desenvolvimento local, negócios sociais e startups focadas em desenvolver serviços e produtos que dialogam com a qualidade de vida do morador da favela. Integra a Agência Popular Solano Trindade, que tem cowork dedicado aos empreendedor@s da periferia. A casa ainda abriga exposições e mostras artísticas. Tecnologia Social, Inovação, Juventude, Alimentação, Economia Solidária e Inovação Social.

Mediação - Carolina Santos Pinho

Doutora em Educação pela Unicamp, pesquisa na área de formação de professores, epistemologia e feminismo negro. Atua em movimentos sociais desde 2003. Fundou o Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, foi Diretora da UNE (2007-2009) e Vice Presidente da Associação Nacional dos Pós Graduandos (2009-2011). Impulsionadora da Central das Divas, blog e afroempreendimento. 

Detalhes

Data:
julho 24
Hora:
14:00 - 16:00
Preço:
Livre
Categorias de Atividades:
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Edição

Festival Latinidades 2019
E-mail:
contato@latinidades.com
Website:
www.afrolatinas.com.br

Local

Sala Jardel Filho – CCSP
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso,
São Paulo, São Paulo 01504-000 Brazil
+ Google Map
Telefone:
+55 11 3397-4002
Website:
http://centrocultural.pagina-oficial.ws/site/

Ingressos

281 disponível Mesa riqueza que produzimos$0.00Na mesa “Onde cabemos na riqueza que produzimos?”, teremos oportunidade de construir juntAs uma reflexão sobre colonialidade, economia, trabalho e impasses ético-psicológicos vivenciados pela comunidade negra em seus confrontos e lutas pela reintegração de posse do que nosso em termos bens, serviços e vida digna! Chama todo mundo, porque o mundo também é nosso!