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Mesa: Eu me vejo em nós: imagens, escritas da gente negra e o poder sobre as nossas histórias

julho 23-17:00 - 19:00

Livre

Se nossos passos vêm de longe, quem foram e são as mulheres e homens negrAs que nos conectam com o passado? O que torna a vida de uma pessoa negra parte da História? É preciso descender de reis e rainhas para merecer ser lembrada ou mesmo se sentir importante no tempo presente? Já parou para pensar que aquilo que fazemos com as fotografias, as falas, as cartas, os pertences e as memórias de nossa gente mais velha diz muito da nossa capacidade de defender o nosso próprio lugar de sujeitos históricos? Na mesa “Eu me vejo em nós: imagens, escritas da gente negra e o poder sobre as nossas histórias”, teremos a oportunidade de pensar junto com artistas, pesquisadoras e professoras que têm priorizado o cuidado das nossas experiências ao longo do tempo. Nessa jornada pela compreensão dos múltiplos significados da reintegração de posse, o Festival Latinidades não poderia deixar de lembrar que as vivências nos são indispensáveis não apenas em sua singularidade, mas sobretudo por nos permitir reconhecer nossos vínculos de coletividade.

 

DebatedorAs:

Deborah Willis

Fotógrafa e Historiadora – Nova York/EUA)

Déborah Willis é professora e chefe do Departamento de Fotografia e Imagem da Tisch School of the Arts da New York University, bem como está vinculada ao College of Arts and Sciences, Department of Social & Cultural Analysis, Africana Studies, onde ministra cursos sobre História da Fotografia e Imagem, iconicidade e História Cultural, com foco em corpo negro, mulheres e gênero. Ela é diretora do Instituto de Assuntos Afro-Americanos da NYU e do Centro de Cultura Visual Negra. Sua pesquisa analisa as histórias multifacetadas da fotografia, a cultura visual, a história fotográfica da escravidão e da liberdade; fotógrafas contemporâneas e beleza. Recebeu o John D. e Catherine T. MacArthur Fellowship e o John Simon Guggenheim Fellowship. Willis é a autora de Posing Beauty: African American Images from the 1890s to the Present(Posando Beleza: Imagens Afro-Americanas da década de 1890 até o presente); e co-autora de The Black Female Body A Photographic History(O Corpo Feminino Negro: uma História Fotográfica); Envisioning Emancipation: Black Americans and the End of Slavery(Prevendo Emancipação: Americanos Negros e o Fim da Escravidão); e Michelle Obama: The First Lady in Photographs(Michelle Obama: A primeira-dama em fotografias) – ambas vencedoras do prêmio NAACP de Imagem. Entre as exposições que receberam curadoria da professora Willis, destacam-se: In Pursuit of Beauty(Em Busca da Beleza) no Express Newark; Let Your Motto Be Resistance: African American Portraits(Deixe seu lema ser resistência: Retratos afro-americanos), no International Center of Photography, em NYC; e Reframing Beauty: Intimate Moments(Reformulando a beleza: momentos íntimos), na Indiana University. Desde 2006 tem coorganizado conferências temáticas explorando imagens do corpo negro no Ocidente, a exemplo da Black Portraiture[s], que em breve será realizada em Nova York, em outubro de 2019. Ela participou e foi consultora em projetos de mídia, incluindo documentários como Through A Lens Darkly; Question Bridge: Black Males, um projeto transmídia que recebeu o Prêmio ICP Infinity 2015, e American Photography, documentário da PBS.

Crédito da foto: Alice Proujansky

Rosana Paulino

Artista Plástica – São Paulo/Brasil

Rosana Paulino é artista plástica. Sua produção tem como foco questões sociais, étnicas e de gênero, destacando-se a discussão sobre o local simbólico social ocupado pelas mulheres negras no Brasil. É Doutora em Artes Visuais e bacharel em Artes pela ECA-USP. Possui obras em importantes museus tais como MAM – SP; UNM – University of New Mexico Art Museum, USA e MASP, SP. Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior.

Crédito da foto: Ed Júnior

Miriam Victoria Gome

Professora de Literatura –Argentina/Cabo Verde

La Profesora Miriam V. Gomes, nació en Buenos Aires, Argentina, en el seno de la comunidad de inmigrantes de Cabo Verde, África Occidental. Presidió en cuatro oportunidades la Sociedad de Socorros Mutuos “Unión Caboverdeana”, de Dock Sud, fundada el 13 de agosto de 1932. Contribuyó a la creación y desarrollo de organizaciones comunitarias de africanos y afrodescendientes. Integró instancias de articulación de las distintas entidades negras del país, entre las que podemos destacar: ADEA-Asociación de Estudios Africanos (1988); Mesa de Organizaciones Afro-Indígenas de Apoyo a la Tercera Conferencia Mundial contra el Racismo (2000); Comité Argentino de Organizaciones Afro (2005); Comité Organizador de la Semana de África en la Argentina (2006, 2007, 2008, 2018); primera presidente y co-fundadora de la Organización de la Diáspora Africana en la Argentina (2007), hoy reformulada como DIAFAR; etc. Tiene publicados numerosos artículos sobre la influencia de la cultura africana en la sociedad. Formó parte del equipo editor del Diccionario de Africanismos de la UNTREF y del libro “La presencia Africana en Nuestra Identidad”, compilado por la Dra. Dina Picotti. Impulsó numerosas denuncias de violencia racial ejercida contra ciudadanos/as afroargentinos/as y africanos/as, radicadas en el Instituto Nacional contra la Discriminación, la Xenofobia y el Racismo (INADI), y ante la justicia argentina. En 2005, fue asesora de la UNTREF y del Instituto Nacional de Estadísticas y Censos (INDEC), en temas de negritud y afrodescendencia, para la realización de la Primera Prueba Piloto de Medición de la Población Afrodescendiente por Autopercepción. Durante el 2008/2009, dirigió el proyecto “Apoyo a la Población Afroargentina y sus Organizaciones de Base”; y en el 2010/2011 el Proyecto “Programa de Apoyo a la Población Afrodescendiente para la Inclusión Social”, con la subvención de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID). En el marco de estos Proyectos, también se realizaron tres festivales masivos denominados “Argentina Negra”, uno de los cuales fue dedicado a la mujer afro. En el 2010, fue convocada por el Instituto Nacional contra la Discriminación (INADI) para coordinar la campaña nacional de sensibilización para la variable afrodescendiente del censo nacional. En la actualidad, integra la Comisión Organizadora del 8 de Noviembre “Día Nacional de los/las Afroargentinos/as y de la Cultura Afro”, la Agrupación Todos Con Mandela, la Sociedad Caboverdeana, el Movimiento Federalista Panafricanista y la Red de Mujeres Afrolatinoamericas, Caribeñas y de la Diáspora.

Fernanda Oliveira

Historiadora e Atinuké – Pelotas/Brasil

Mulher negra do sul do Sul, historiadora com licenciatura, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Coordenadora da setorial Sul do GT Emancipações e Pós-Abolição da ANPUH, Idealizadora e membro de Atinúké, coletivo e grupo de estudos sobre o pensamento de mulheres negras.

Mediação – Allyne Andrade

Advogada e Aqualtune – Rio de Janeiro/Brasil

Allyne Andrade é feminista negra, nascida e criada em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Advogada, possui graduação em Direito pela UERJ (2009), doutoranda e mestra em Direitos Humanos pela USP (2015). Obteve o LL.M – Master of Laws – na área de Teoria Crítica Racial da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia – Los Angeles (UCLA) School of Law (2019). É membra da Associação de Mulheres Negras Aqualtune, DeFEMde – Rede Feministas de Juristas e da JusDH = Articulação Justiça e Direitos Humanos. Atualmente é representante discente no conselho de pesquisa da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público, Terceiro Setor, Teoria Crítica Racial, Direito e Políticas Públicas, Inclusão, Diversidade e Ações Afirmativas.

Edição

Festival Latinidades 2019
E-mail:
contato@latinidades.com
Website:
www.afrolatinas.com.br

Local

Sala Jardel Filho – CCSP
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso,
São Paulo, São Paulo 01504-000 Brazil
+ Google Map
Telefone:
+55 11 3397-4002
Website:
http://centrocultural.pagina-oficial.ws/site/

Ingressos

219 disponível Mesa Eu me vejo em nós$0.00Na mesa “Eu me vejo em nós: imagens, escritas da gente negra e o poder sobre as nossas histórias”, teremos a oportunidade de pensar junto com artistas, pesquisadoras e professoras que têm priorizado o cuidado das nossas experiências ao longo do tempo. Nessa jornada pela compreensão dos múltiplos significados da reintegração de posse, o Festival Latinidades não poderia deixar de lembrar que as vivências nos são indispensáveis não apenas em sua singularidade, mas sobretudo por nos permitir reconhecer nossos vínculos de coletividade!