Venha ser nossa modelo Plus Size

Na edição do #Latinidades10anos a moda vai ter seu momento especial! E para começar, convidamos em parceria com a Black Fashion Model, todas as monas, as minas e os manos para o casting de modelos do desfile África Plus Size, que vai acontecer dia 29 de julho, no Museu Nacional.

Para participar da seleção é preciso vestir manequim entre 48 a 56 e comparecer ao Museu Nacional na próxima segunda-feira (17/07), às 15h. Serão selecionadxs 10 modelos voluntárixs, entre mulheres, gays e trans. Contamos com todxs vocês!

+ informações: agenciaafrolatinas@gmail.com

Últimos dias para inscrição no Serviço de Preta

Até o dia 14 de julho é possível se inscrever no Serviço de Preta e estar conosco durante o Festival Latinidades. O objetivo do Serviço de Preta é  promover profissionalização, valorização e inserção da mulher negra no mercado de trabalho, em especial nas áreas de cultura e comunicação. As interessadas em se voluntariar para a edição de 2017 e receber a capacitação deverão se inscrever por meio do link:https://goo.gl/forms/Wu3BrHRDDZYf5s433

Tia Má faz faz stand up no Latinidades 10 anos

Se preparem para muitas boas risadas. Vai ser no dia 29 de julho, no Auditório do Museu Nacional, com entrada gratuita. Considerada um fenômeno na internet, a jornalista baiana Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, apresenta o primeiro stand up brasileiro protagonizado por uma mulher negra no #Latinidades10anos.

“Tia Má – Com a Língua Solta” já é sucesso de público por onde passa. O espetáculo satiriza situações cotidianas e aborda o racismo, o machismo e relações amorosas utilizando o humor como ferramenta para levar o público a refletir sobre as diversas formas de preconceito. A direção é de Elísio Lopes Júnior e codireção de Ricardo Fagundes.

“As pessoas podem sim dar risada e ao mesmo tempo reavaliarem suas posturas. Chega de fazer piada com quem é historicamente oprimido, vamos rir do absurdo que ainda é discriminar e de como existem soluções simples para coisas que acreditamos que são complicadas” – Maíra Azevedo

Alojamento Latinidades

Você já está com as malas prontas?!

E pensando nas irmãs que vêm de fora do DF para participar do maior festival de mulheres negras da América Latina, preparamos uma novidade especial. Numa parceria com a Contag, vamos oferecer vagas para hospedagem alternativa, a um valor simbólico, para garantir que ninguém fique de fora e possa aproveitar ao máximo o Latinidades.

As inscrições para o alojamento estaão abertas :https://goo.gl/forms/HHUMxJfR0pGiezmg2

Alô, Brasil!

Alô, Brasil! Já pode arrumar as malas para Brasília. O Latinidades 2017 vai acontecer de 27 a 31 de julho e já tem tema e programação definidos.

Em 2017, o Latinidades completa 10 anos de existência. Durante uma década, promovemos a valorização da produção cultural, política e intelectual de mulheres negras, em enfrentamento ao racismo e o machismo. Comemoramos 10 anos construindo espaços de articulação e diálogo; fortalecendo visões de mundo e projetos inovadores e subversivos; criando e valorizando formatos originais e variados, que celebram a beleza, a riqueza e a diversidade das mulheres negras brasileiras, africanas e vivendo em outras regiões da diáspora africana. Nossos passos, que vêm de longe, nos trouxeram até aqui. Um futuro de muitas lutas e possibilidades nos espera.

Para esta 10ª edição, propomos uma reflexão coletiva: como a arte e os saberes de mulheres negras, assim como nossas lutas históricas e contemporâneas por direitos e por liberdade, incidem no presente? Como podem nos orientar a pensar e a criar o futuro? O conceito de Sankofa, dos povos Akan, nos ensina que tudo aquilo que foi perdido, esquecido, renunciado ou roubado no passado, pode ser reclamado, reavivado, preservado ou recuperado no presente. O que queremos resgatar, e o que deixaremos no passado? Que futuro queremos e como vamos construí-lo?

O céu é o limite para o pássaro da Sankofa. Inspiradas pelo afrofuturismo, partimos de heranças e símbolos africanos e afrodiaspóricos, e ousamos dar asas à imaginação. Honrando aquelas que vieram antes de nós e de braços dados com as que caminham ao nosso lado, tecemos coletivamente sonhos, fantasias e horizontes, inventamos a nossa liberdade e caminhamos, #afrontosas, em sua direção.

A programação geral já está no ar. Em breve divulgaremos as confirmações de nomes e abriremos as inscrições para as atividades formativas.

 

Você sabe o que é Sankofa?

“O significado original da palavra Sankofa é: “não é um tabu segurar/pegar o que está em risco de ser deixado para trás”. Visualmente, o conceito – originário dos povos Akan (Gana, Togo e Costa do Marfim) – é expresso pelo símbolo Adinkra de um pássaro mítico que voa para frente enquanto olha para trás, com um ovo (simbolizando os conhecimentos do passado e também o futuro e as gerações futuras) em seu bico (entre outros).”

Você sabe o que é Afrofuturismo?

O afrofuturismo é uma estética cultural surgida na década de 1960, que combina elementos de ficção científica, realismo mágico e história africana. É geralmente identificado como um movimento artístico, musical e literário, que teve como um de seus pioneiros Sun Ra, compositor de jazz e filósofo cósmico norte-americano; a escritora norte-americana Octavia Butler também se destacou no desenvolvimento do estilo.

Em uma compreensão mais ampla, o afrofuturismo é uma releitura ou atualização da história e de mitologias africanas que se volta a imaginar possibilidades tecno-futurísticas, propondo o novo e o inexplorado, em cenários em que as pessoas negras, sua estética e cultura fogem dos estereótipos racistas, e nos quais passado, presente e futuro estão conectados.

Imagem em destaque: Arte da Capa do livro de Ytasha L. Womack. “In Afrofuturism: The World of Black Science Fiction and Fantasy Culture”

Patricia Hill Collins escreve artigo sobre sua experiência no Latinidades

Patricia Hill Collins é uma das mais influentes feministas negras da atualidade. Em 2014, o Latinidades teve a honra de receber a socióloga norte-americana para uma conferência, em sua primeira vinda ao Brasil.

Em seu mais recente livro, Intersectionality (2016), ela analisa o que viu no festival, em contraste Copa do Mundo realizada no mesmo ano no Brasil – e que priorizou o lucro e o interesse de grandes corporações.

A seguir, você confere alguns trechos livro[1]:

“Duas semanas depois que as/os fãs roucas/os se despediram do espetáculo da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, mais de mil mulheres afrodescendentes, suas/seus amigos/os, familiares, colegas [p. 19] e aliados viajaram para Brasília, a capital nacional. Eles/as chegaram ao icônico Museu Nacional da República, a algumas quadras do estádio da Copa do Mundo, reformado mas então vazio, para participar da sétima edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. […]. Diferente dos objetivos da FIFA, o sucesso do Latinidades não seria julgado pelo lucro de corporações ou pelo sucesso de um espetáculo para a mídia de massa. Diferente dos elevados preços para a Copa do Mundo, o festival Latinidades, que durou seis dias, teve participação gratuita e foi realizado em um espaço público”. (p. 18-19).

“O Latinidades ilustra como o movimento de mulheres negras brasileiras responde intelectual e politicamente ao modo como formas históricas e contemporâneas de desigualdades sociais, especialmente às que têm origem nas intersecções de racismo e sexismo, moldam diferenças de classe social dentro da história particular do estado-nação brasileiro.” (p. 25).

“Não apenas o Latinidades foi um sucesso; sua própria existência constitui um momento de grande visibilidade do movimento de mulheres negras, que levou várias décadas para ser construído.” (p. 20)

Patricia Hill Collins & Sirma Bilge. Intersectionality. Cambridge, UK; Malden, MA, USA: Polity Press, 2016.

[1] Tradução livre, por Bruna Cristina Jaquetto Pereira.